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10 Maneiras de responder às alucinações de idosos demenciados
A demência provoca alterações no cérebro que podem causar alucinações - ver, ouvir, sentir ou saborear algo que não existe. Significa que o cérebro está a distorcer ou a interpretar mal os sentidos.

Mesmo que não seja real, a alucinação é muito real para a pessoa que a experimenta. Algumas alucinações podem ser assustadoras, mas outras podem envolver visões comuns de pessoas, situações ou objetos do passado. Algumas podem até ser agradáveis ou felizes.

As alucinações, causadas pela demência, geralmente, acontecem em fases intermédias da demência e são mais comuns nas demências de corpos de Lewy e Parkinson. No entanto, podem também podem manifestar-se em pessoas com outro tipo de demência.

O mais importante é validar a experiência da pessoa com a alucinação, responder aos sentimentos e mantê-la segura. De seguida encontram-se 10 maneiras de responder quando alguém com demência está com alucinações.



INFORMAÇÃO
P.S. Alucinação

1. Avalie se uma intervenção é necessária: o primeiro passo é determinar se a alucinação está a incomodar a pessoa idosa.

Se for agradável, talvez não seja necessário responder ou chamar a atenção. Apenas saiba e aceite que é um sintoma de demência e, felizmente, não está a causar sofrimento.

Se a alucinação está a perturbar a pessoa, então é necessário fazer algo, rapidamente, para fornecer conforto e tranquilidade.


2. Mantenha a calma e não discuta nem tente convencer usando a lógica: quando alguém está a ter uma alucinação derivada à demência, é importante manter a calma e evitar contradizer essa pessoa. O que a pessoa está a ver é um sintoma de demência, mas é muito real para ela.

Tentar explicar que isso não é real simplesmente não vai funcionar derivado ao dano que a demência causou no cérebro da pessoa. Na verdade, saber que não acredita neles pode deixá-los ainda mais chateados e agitados.

Se eles estão calmos o suficiente para explicar, pode ajudar, tentar entender o que eles estão a ver. Ouça com atenção e veja se consegue encontrar pistas sobre o que eles estão a visualizar. Tenha em mente que os danos causados pela demência no cérebro, podem afetar a sua capacidade de usar as palavras corretas. Por exemplo, eles podem dizer, sem querer, repolhos quando se referem a almofadas verdes.


3. Valide os seus sentimentos e dê garantias: tenha cuidado para não desvalorizar a experiência da pessoa demenciada. Expressões como "não seja tolo, não há nada ali", podem incomodá-los profundamente.

Concentre-se em ser gentil e em responder aos seus sentimentos, em vez das alucinações. Não precisa fingir que pode ver ou ouvir o que eles podem, apenas apoiar e fazer o que puder para aliviar qualquer medo ou ansiedade como se fosse uma ameaça real.


4. Verifique o ambiente e remova possíveis “armadilhas”: muitas vezes, as alucinações podem ser desencadeadas por coisas que se encontram no meio ambiente onde a pessoa está inserida. O cérebro da pessoa com demência pode interpretar visões e sons de maneira diferente, causando alucinações.

Coisas como uma TV ou rádio podem fazer as pessoas acreditarem que estranhos estão em casa, que o que está a acontecer na TV é real ou que eles estão a ouvir vozes. A iluminação fraca pode tornar os cantos sombrios e numa fonte de medo. Reflexos em pisos ou janelas brilhantes quando estão escuros e iluminados por dentro podem dar a impressão de que há pessoas na casa. Da mesma forma, os espelhos podem ser outra fonte de medo ou confusão.


5. Ofereça respostas e garantias simples: quando alguém está a ter uma alucinação, não dê explicações longas sobre o que está a acontecer. Tentar processar o que está a dizer pode aumentar o sofrimento deles.

Suavemente abraçando-os ou acariciando o seu braço ou ombro pode fornecer o conforto e tranquilidade que eles precisam, se estiverem com medo ou stressados.


6. Procure padrões: se as alucinações acontecem com frequência, é importante rastrear atividades e tentar encontrar um padrão.

Tomar notas ou manter um diário de alucinações pode ajudar a descobrir que certas alucinações acontecem numa determinada hora do dia, antes ou depois das refeições, ou estão relacionadas a uma necessidade física, como usar o WC ou sentir dor. Ou pode ser algo tão simples quanto uma mudança na rotina diária que os faça sentirem-se confusos ou desorientados e causar alucinações.

Manter um registo ou fazer anotações ajuda a procurar soluções e maneiras de evitar as situações que podem estar a provocar as alucinações.


7. Distraia e redirecione: outra técnica eficaz é distrair a pessoa da sua alucinação. Tente mudar o foco para uma atividade que eles gostam.

Outra maneira de distrair é direcionar a sua atenção para si em vez da alucinação. Se eles estiverem a ouvir vozes, converse com eles. É mais difícil ouvir essas vozes se estiver a conversar.


8. Obtenha apoio: cuidar de alguém com alucinações, derivadas da demência, é stressante. Pode ser uma grande ajuda saber que não está sozinho a lidar com problemas como esse. Partilhar a sua experiência e receber conselhos e dicas de outras pessoas pode facilitar a vida.

Grupos de apoio ao cuidador são uma excelente fonte de apoio, mesmo sendo online.


9. Converse com o médico para descobrir se existem causas médicas: é importante falar com o médico para saber se existem razões médicas por detrás das alucinações. Isso não muda a maneira como responde, mas pode ajudar a reduzir ou eliminar o comportamento.

Alguns problemas médicos que podem causar alucinações incluem desidratação, infeções urinárias, infeções nos rins ou na bexiga, lesões na cabeça causadas por uma queda ou dor. Se a pessoa iniciou recentemente um novo medicamento, pode ser um efeito colateral negativo desse medicamento ou uma interação com outro medicamento. Comunique imediatamente quaisquer alterações de comportamento ao médico.


10. Contacte o médico imediatamente se a sua segurança estiver em risco: se a pessoa idosa estiver gravemente angustiada com alucinações e isso fizer com que se magoe, entre em contato com o médico, imediatamente, para obter ajuda.

Quando falar com o médico, descreva os sintomas, com que frequência eles acontecem e se eles mudaram de intensidade ou frequência ao longo do tempo. Esta tarefa fica simplificada se tiver um registo que possa ajudar o médico a ter uma ideia mais clara do que está a acontecer.



|Fonte: DailyCaring.com|
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Autor / responsável técnico / fornecedor
Prime Senior Editor
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