ENTRAR
registo | recuperar palavra-passe
x
Por favor preencha o seu email
Por favor preencha a sua password
Password e/ou email inválidos
Entrar com GOOGLE
0
PERGUNTA / PARTILHA
168
INFORMAÇÃO
1019
EVENTO
28
VALÊNCIA
1419
SERVIÇO
4959
PRODUTO
19
CONSULTOR
88
Mitos sobre a velhice e o envelhecimento
Um mito é uma crença ou ideia largamente propagada, mas fundamentalmente falsa. Ao longo do tempo, um mesmo mito pode ser preenchido e enriquecido com diversos pormenores e atualizações. Realça-se, portanto, o especto dinâmico, a possibilidade que o mito tem de evoluir, de ser enriquecido, ou pelo contrário, de ser empobrecido e, inclusivamente, de desaparecer. O mito é, assim, passível de construção, reconstrução e atualização.


INFORMAÇÃO
P.S. Espera

Apesar do envelhecimento demográfico e dos idosos serem o grupo que mais cresce e se evidência na sociedade, eles continuam a ser vistos sob o olhar de mitos e estereótipos que conduzem a conceções erradas.

Seguem-se, de seguida, alguns mitos sobre a velhice e o envelhecimento, bem como algumas considerações sobre os mesmos.

Mito
Observações


A velhice começa aos 66 anos

Ainda que os 66 anos sejam a idade em que as pessoas podem aceder à reforma, não significa que a velhice comece nesse momento.

Todo o ser humano começa a envelhecer a partir do momento da conceção. Ou seja, uma criança que nasceu é mais velha que um feto dentro da barriga da mãe. Uma pessoa não se deita, por exemplo, com 65 anos e é nova e acorda velho, já com 66.

A velhice é um processo gradual.
Todos os idosos se assemelham.
O ser humano envelhece diferenciadamente dos outros sob diversos aspetos (e.g. humor, personalidade, modo de vida, filosofia pessoal, etc.).

A maioria dos idosos é senil ou doente.
A senilidade, termo pejorativo, sem ligação específica ao envelhecimento, descreve os sintomas de uma doença degenerativa do sistema nervoso.

Vários estudos têm vindo a provar que a maior parte dos idosos não é mentalmente perturbado.
Existem doenças consideradas normais na 3ª idade (diabetes, hipertensão). Tudo que é considerado doença não pode ser chamado de normal. Pressão alta, diabetes, cataratas, (…) são comuns, porém, jamais devem ser consideradas normais, uma vez que comprometem a vida do indivíduo.

Os idosos são inúteis.
Existe aqui uma confusão que mistura o fato de um idoso não conseguir realizar tarefas produtivas e remuneradas, como se esta fosse a única forma de interação social que se pode produzir.

Os idosos podem ser bastante úteis, mesmo não tendo uma atividade profissional remunerada!!
A maior parte dos idosos é infeliz.Vários estudos têm demonstrado que o nível de satisfação de vida de alguns idosos é realmente elevado e compara-se facilmente ao dos adultos. Estes apresentam frequentemente um alto nível de autoestima e estão satisfeitos com o papel familiar e social que desempenham.


Os idosos são pouco criativos e têm pouca capacidade para aprender.
 É um mito totalmente baseado na produção material e na ganância.

É certo que os idosos contam com maior lentidão e não possuem tanta atenção, memória e agilidade. Porém, são capazes e aprender muito, o que necessitam é que se criem outras formas de ensino direcionadas para as suas necessidades e habilidades.

Não se pode querer que um idoso aprenda como uma criança ou um jovem, mas também errado pensar que não aprende.


A pessoa idosa volta a ser criança.
É comum que algumas pessoas mais velhas precisem de ajuda para se locomover, alimentar-se, realizar algumas atividades diárias, (…), mas isso não significa que se tratam de crianças.

Termos no diminutivo como “avozinha, queridinha, fragilzinho, idososinho” podem representar uma fala carinhosa (tudo depende da intenção do locutor), mas muitas vezes denotam um grande preconceito em função da idade.


Os idosos são seres assexuados.
A sexualidade e as relações sexuais não estão reservadas para os jovens!

Segundo Roberto Dischinger Miranda, o desejo sexual tende a diminuir com a idade, por ser próprio do envelhecimento humano. Nas mulheres, a menopausa faz com que a lubrificação diminua, o que causa dores durante a penetração. No homem, é comum a disfunção erétil. Porém, muitas vezes isso não impede a vida sexual do casal. É importante que os dois estejam bem com a prática, seja uma vez ao dia ou uma vez ao mês.


Os idosos não necessitam de se exercitar.
 As alterações no organismo próprias do envelhecimento acarretam uma diminuição das capacidades pulmonar e cardíaca máximas.

A repercussão dessas mudanças na vida quotidiana é pequena, porém, a queda de desempenho pode ser facilmente sentida durante os exercícios físicos. Os exercícios devem ter uma intensidade diferente daquele praticado quando a pessoa era jovem. Mas, em qualquer idade, a atividade física é importante. E a performance ao se exercitar dependerá de cada um, é uma capacidade individual.
Os músculos desaparecem com o passar do tempo.A queda funcional do corpo faz com que aumente a quantidade de gordura, diminua a quantidade de massa magra e ocasione a queda de colagénio. O quadro, normal com o envelhecimento, acontece devido à morte celular e à atrofia muscular. O problema pode ser levemente corrigido com atividade física e alimentação balanceada.


Os idosos sentem menos sono.
Algumas teorias defendem que o que acontece na verdade é uma mudança na arquitetura do sono. Muitas vezes, os idosos têm a sensação de que dormem menos ou de que não dormem bem. Mas nem sempre isso é a realidade.

Quando a atividade do corpo é menor durante o dia, é natural que as horas de sono diminuam. Porém, nem sempre é preciso tratar com medicamentos. Primeiramente, é preciso investigar as causas dessa mudança e, se possível, tratá-las.
Os idosos mantêm obstinadamente os seus estilos de vida, são conservadores e incapazes de mudar. É verdade que as pessoas ficam mais estáveis quando envelhecem, mas os idosos não recusam totalmente a mudança. Quando surgem situações novas são capazes de se adaptar a elas, tal como as outras pessoas noutras faixas etárias.
A maioria dos idosos está isolado e sofre de solidão. Os estudos provam, pelo contrário, que um grande número de idosos mantém os elos de amizade, permanece em contacto estreito com a família e participa regularmente em atividades sociais.
partilhar facebook twitter linkedin pinterest

Autor / responsável técnico / fornecedor
Prime Senior Editor
Categorias
Envelhecimento | Gerontologia | Idosos
Para comentar deve efetuar login ou registar-se.